5 de novembro de 2007

Crônica de um amor vencido...

A semana chega ao fim. Trabalhos definidos, fim de semana cheio de planos, a mente da menina gira à mil por hora. De todos seu compromissos, o mais prazeroso seria estar com ele, somente ele, unicamente ele e diz: Abriu um barzinho novo aqui perto, você não quer ir lá conosco?

E ela não se dá por vencida. Segura seu braço e o arrasta até o tal bar, o deixa perdido com mil palavras, doze mil gestos por segundos, e todas as suas idéias e frases malucas. Ele nem percebe que já estão na porta do bar, com panos e cores o rodeando. Todos estão lá, e todos não são importantes pra ela. Ele se vê meio perdido se perguntando como chegou mesmo até aqui, menina maluca, conseguiu me confundir... - ela é boa nisso.

Sentam em uma mesa ao fundo do bar. Todos continuam lá, e ela continua não se importando, mas faz de tudo para ele não perceber que o mundo parou de girar naquele instante... Ela se faz familiar, conversa com todos, pede a de sempre ao garçom, que prontamente traz sua pobre bebida doce. Ela sabe o quanto é imatura, mas finge bem... talvez não para todos, mas todos definitivamente não importa agora... E a musica que ela escolheu pra eles começa na voz de alguém desconhecido... que toca sem saber que seria a musica mais pedida se só tivessem os dois ali...

Com certeza ele não a entende, ao mesmo tempo em que o ignora, o ama com intensidade, e faz questão de deixar claro que sobrevive muito bem sem ele, mas o ar lhe falta quando está longe. São elementos que definitivamente ele não precisa saber. É o primeiro homem de verdade da sua vida, não tem a meninice presente dos outros, apesar de às vezes lhe parecer o contrário. Se assim é, porque sempre acabam discutindo? Porque ela sempre discute, com quem quer que seja, não seria diferente com ele.

A música cessa por exatos dez segundos, e o único momento que pede trilha sonora não tem som. Um vácuo, um vazio, apenas preenchido por dois pares de olhos castanhos. Pela primeira vez, ela vê a timidez do rapaz, vê o quanto o intimida. Homens intimidados são perigosos, manipuláveis, dependentes, fracos... não é isso que ela busca, ele ainda não é o "homem de verdade" que pensou ser. Talvez esses "homens de verdade" não existam. Ele pensa qual gesto sublime que a tocaria? Como mostrar à ela que a amo? Um frio sobe à espinha, algo que não sabe exatamente o que é, mas a faz parar de se insinuar. Menina maluca que sempre sucumbe à sua menor e estranha vontade. Ele recua. Ela desiste! Desiste de algo que ao menos teve início, mais um roteiro no lixo, ele não me ama, chora ela por dentro. Ele finge que não percebe, continuam conversando, rindo e se despedindo para cada um aproveitar seu final de semana como bem entender. Ele vai embora. Se despedem com um longo abraço, certo que ela nunca o amaria. E ela fica se perguntando quantas vezes irá desistir do mesmo rapaz...
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O amor? Ah, o amor é amar alguém exatamente igual a você... (Adolf Hitler)

4 comentários:

  1. Lindoooo DEmaiss!!

    quantas vezes desistir do mesmo cara??

    aii..Que amor, que lindo.
    Não sou romântica, eu sei.

    Adorei

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  2. Eu tava lendo e ouvindo música clássica ao mesmo tempo, e mas que caralhos, hein! Vc [aliás, vocês!] escrevem bem pra porra!

    [queria realmente fazer um comentário fofuxo e tudo mais, mas num dá! Muito fodástico esse amor não declarado e semi-não-correspondido!]

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  3. Lindo!!!
    Vou te linkar pra voltar aqui e ler esses textos q me fazem suspirar fundo!
    bjos

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  4. Que coisa triste...

    Pra animar um pouco, um quote de um amigo narcisista: "a mulher ideal seria eu de peitos"...
    =P

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