28 de novembro de 2007

Da série: Minha odisséia para conseguir um bom emprego


Há alguns meses tenho frequentado muitas entrevistas em busca do emprego dos sonhos. Praticamente um "Aprendiz", só que sem Roberto Justus, muito menos com o salário que ele oferece.

Uma das experiências mais bizarras que passei, foi para o cargo de gestão administrativa de um curso jurídico famoso em São Paulo. Boa vaga, salário justo, lá vou eu para o abatedouro. Exatamente 32 pessoas estavam na sala, com toda faixa etária possível. Começamos uma dinâmica de grupo desnecessária, onde devíamos 'adivinhar' o perfil do coleguinha ao lado. Claro que todos só eram elogios, vai falar mal de alguém alí pra você ver!

Após este incrível exercício de vocabulário de adjetivos, passamos para a discussão sobre algum destes assuntos que nunca vão dar em nada, no caso, a liberação do aborto.

Duas horas depois, as psicólogas (a-d-o-r-o ) decidem que somente cinco ficariam para o bate-bola do próximo bloco, digo, passo. Estava eu entre as cinco!!! Porque? Não sei! Mas estava!

Bate-bola desnecessário sobre vida pessoal, cor preferida, onde eu estaria daqui 10/15/20 anos e PÁÁÁÁÁ olha eu entre as 2 finalistas!!! Minha concorrente era mais preparada do que eu. Sei admitir quando é verdade! Mas eu tinha uma vantagem sobre ela: Ainda não tinha descoberto POR QUE EU ESTAVA na FINAL

Dia seguinte, nós duas passamos por uma série de testes, aí sim relevantes, como planilhas de excel, textos do Word e perguntas do tipo "O que é o Windows?" "Por que você escolheu a área jurídica?". Quatro horas depois estávamos lá, nervosas naquele sofá, a espera de um milagre, digo, decisão.

Supresa minha quando uma das psicólogas (já disse que a-d-o-r-o?) chegou cheia de risos: - Nossa, vocês duas são tão boas que não sabemos qual escolher!!!! Entrem na sala, meninas!

Na sala estava a diretora do RH, com um saquinho de pano na mão. Nos parabenizou pelo trabalho e pediu que tirássemos um papel lá de dentro. Abri meu papel que dizia: "Foi um prazer conhece-la, boa sorte na sua carreira." Enquanto minha concorrente, com ar blasè diz: "Errr...passei?"

Contestei, puxa, tudo isso para ser escolhido no papelzinho??? E a resposta foi prática: "Empregada nossa também tem que ter sorte".

E cá estou, com minha zica crônica...

O que será de você Deus, quando eu morrer hein? 

7 comentários:

  1. Que história triste, meu Deus... merece ser contada no programa da Márcia.

    Qualquer dia vamos bater um mano a mano de zica, pra ver quem ganha (ou perde)... páreo duro!

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  2. AUSHuhuhsuahsuhAUSHAUSHuashUAHSU

    a mulher passa anos estudando, avaliando a mente humana pra decidir no final no papelzinho
    auhsushuashauhsauhsauhsuashaushausa

    morri

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  3. Poxa, café, que azar, hein?

    [nerd mode on]
    Se fosse na minha empresa, não ia ser no papelzinho, ia ser numa disputa de street fighter, hauhauha

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  4. pelamordedeus!!! o que foi isso?
    por isso que eu "adoro" essas coisas. e tb tenho feito tantas esses meses... uma agonia só.

    mas como vc mesmo falou que a outra era mais preparada, vai ver a moça da sorte conduziu o papelzinho para a mão dela, por causa disso... vai entender...

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  5. Que absurdo!!

    Demitam aquelas psicólogas!! Que bando de asno.
    Nossa, que raiva!

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  6. NÃOOOOOOOOOOOOOOOOOO
    COMO ASSIMMMMMMMMMMM?
    TEM Q SE BENZER CAFEÍNA!!!
    SAQUINHO, PAPELZINHO??? VAI PARA...NG MERECE UMA DESSA...
    BEIJOCAS E BOA SORTE NA PRÓXIMA!

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  7. Putz... mana a gente tem é de contratar esse time de psicola. Vá ter visao assim lá na baixa da égua. sorte é uma coisa que nao se aprende.

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