8 de fevereiro de 2008

Cacete, Cassete, K7


Nossa aborrecência foi bem diferente dos dias de hoje. Não que eu seja muito velha, mas as coisas mudaram com uma rapidez incrível!! Para os mais novos, não é fácil imaginar que há pouco menos de 20 anos, trocar ou mandar músicas para alguém era uma tarefa demorada. A internet era uma coisa muito longe e o CD estava começando a aparecer.

Comprávamos aqueles LP´s enormes, com capas bacanas e encartes mais batutas ainda!

Lembro quando meu vizinho teve o primeiro "tocador de CD" da rua. Era uma coisa de outro mundo. Caríssimo e elegante, aquele disco espelhado ainda era pra poucos. Na escola o assunto era:
"Poxa, Fulano tem aquele disco espelhado muuuuito lindo".

No entanto, tudo mudou. Até o CD está ultrapassado. Hoje a onda são MP3, MP4, MP4, ipode e sei lá mais o que. As conexão que demoravam 4 dias para baixar uma música hoje baixam em 4 segundos. Nem mais precisamos gravar CDs.

Lembro que dávamos fita K7 com uma seleção de músicas para alguém. Era elaborado, tinha que programar a hora que acabava uma e começava outra.

Até hoje eu tenho umas K7 com músicas da época gravadas. Coisas como Elton John, Information Society, Madonna, Guns n´Roses, Skid Row, Bonnie Tyler...Uma até
inteirinha do Axl, quando surgiu a MTV e uma amiga me deu de presente dizendo: "Amiga, esse moço é lindo, quando você tiver MTV não perca um clipe dele!"


Era uma coisa que levava tempo, não é tão frio quanto gravar um CD. Por isso também era um pouco mais romântico até.


Se você é de outros tempos e sente falta desse tipo de coisa, um saudoso pen drive pode servir como excelente recordação.

Eu achei muito bacana, mas como tudo que era da época, é mais um "trambolho" hehe

8 comentários:

  1. Tempos bons. Ruim era apenas quando tínhamos que gravar alguma coisa do Rádio. Ficava feliz quando a Transamérica apresentava um programa (que não me lembro o nome), e o locutor dizia: "Essa é pra gravar". E lá ia eu apertar o REC e o Play juntos.
    Era bom pensar na vida e rebobinar na caneta uma fita de 90 minutos... rs.

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  2. Quando eu era menor e católica, eu e minha hermana gravamos um presente de aniversário pra minha mãe: pegamos o meu novíssimo presente, o "Meu Primeiro Gradiente", lembra?? Então... e gravamos vááááááárias músicas da igreja.

    Tenho esta fita até hoje. E me dá dores no cérebro quando ouço. que tristeza!

    PS: meu pai não é adepto de cds. então... fita K7 é coisa normal aqui em casa!

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  3. Nossa, vcs duas desenterraram minha adolescência agora!
    Quantas fitas k7 gravei para as meninas que gostava. Era um tal de enfiar músicas do Duran Duran, Simple Minds, New Order...
    Uma das minhas amigas tem uma fita minha que gravei há quase 20 anos e ela sempre me lembra das músicas que tem lá.

    Oh, tempinho bacana era aquele...

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  4. Ora vejam só... me senti velho agora.
    Aqui ao meu lado nesse exato momento tem um monte de K7. E um microsystem com tape deck que eu ainda uso.
    Depois tiro uma foto e coloco na rede pra provar.
    Só pra responder seu comentário lá no meu blog, o menorzinho é o meu mesmo. :-)
    Abraço

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  5. estamos ficando velhos, colegas...

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  6. Acabei de me lembrar que em 91 eu e mais três amigas gravamos uma fita inteira com a música Your Love, do Alphavile (nem sei se o nome da banda é assim mesmo) só pra ouvir o dia todo a messsssssssssma música... Bonnie Tyler, Information Society, Pet Shop Boys, Faith no More, nossa! Nenhum deles escapou das minhas fitas K7!

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  7. Eu me lembro da última K7 que comprei....Xuxa - Sexto sentido [aaahhhh, bons tempos akeles].

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