24 de novembro de 2008

Hoje, nada.

Há 3 dias eu te amava.

Há 2 dias te odiava

Ontem repensava

Hoje, nada.

Dessa vez, abri o Word para escrever. Não foi no caderno, nem no site nem na cabeça. Está sendo no Word. Dizem que os escritores de hoje em dia escrevem por ele. Estou tentando. Mas estes botõezinhos aí em cima me desconcentram. Enfim, tudo me desconcentra mesmo. Impossível se concentrar quando se está escrevendo, não é? Não? Imaginei...

E agora o texto está saindo com mais dificuldade. Já apaguei umas palavras e que ninguém saiba disso. Penso, durante estas linhas ainda não salvas, nessa tela branca, Arial 16, como chegarei ao ponto do assunto que me propus a escrever ao abrir este programa. Pensa. Pensa.

Pensei. Vou rebuscar o vocabulário para entreter o leitor. Não, bobagem. Vou direto ao ponto para não entediar o leitor. Não, coragem. Vou dizer que estou tentando, nestas linhas prolixas e incoerentes, fazer com que o leitor perceba minha angústia por escrever. Sobre alguma coisa. Coisa que não consigo dizer.

Pois é, e então. Como diria a letra do Tom. Chovendo lá fora não? Parou? Ah é. Mas aquele almoço estava realmente bom, não achou? Pois é, e então.

Quero, sinceramente dizer que estou ótima. Mas relendo os parágrafos acima eu constatei que sei ser falsa falando, não o sei escrevendo. Texto tão confuso quanto meus pensamentos. Quanto as suas atitudes. Quanto os meus sentimentos.

E sigo escrevendo, uma força que me abduz de forma incomensurável. Escrever por escrever? Como isso? Compulsividade pra conseguir descrever o que estou passando e sentindo mas nada de concreto é revelado. E o texto vai aumentando. E nada vai sendo falado. E o maço se acabando. Pois é, e então?

Escrever pra esquecer os dias, para lembrar os momentos, escrever assim, só por escrever. E enquanto tento, você vem em meus pensamentos, outro liga, outro opina. E eu não páro de tentar digitar sobre o assunto que eu queria. Percebeu como não sai nada? Sairia...

Agora o programa me diz: cinqüenta e quatro linhas. E eu sem conseguir expressar o que queria. Dizer que amo demais mas não amo mais. Dizer que tudo acabou justamente porque eu queria que não acabasse. Dizer que você é inconstante demais para a constância que rezo. Dizer que quero inteiro e não pela metade. Dizer que você pode ter meu coração, mas todo o resto é meu, e darei pra outro alguém.


Consegui? Pois é, e então...

4 comentários:

  1. uma tela em branco sem nada a dizer, o pq dos pq... pq uma hora dessas setar lendo isso ha uma centena de coisa p fazer ler ver ouvir escrever, mas n estou aqui contemplando como um espelho o q quero sentir...

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  2. Cafê, vc ficou enrolando, enrolando, e resumiu tudo no penúltimo parágrafo.

    Mas essas coisas são assim mesmo, deixam a gente meio fora.

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  3. Ai, é por essas e outras que sou uma aposentada do amor.

    Entre você tb para este clube, antes que você enlouqueça[mais].

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  4. Nunca consegui me inspirar no Word! Um guardanapo ou um pedaço de papel higiênico tem sido mais eficientes!

    -

    Adorei o blog. Deu pra ver que não sou a única injustiçadaazaradaqueamacafé no mundo! =D

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