Sou profissional da área de comunicação há seis anos e embora ainda não tenha concluído a faculdade, como não existe obrigatoriedade de diploma para o exercício da atividade publicitária, não encontrei restrições em nenhuma das três agencias em que trabalhei. Sou uma das pessoas que defende a idéia de que o exercício da atividade é infinitamente mais enriquecedor, mas exige muito mais esforço e dedicação do profissional que resolve enveredar por este caminho. O ideal seria que todos os jovens pudessem estudar e praticar as teorias que aprende, mas a grande verdade é que a maioria dos estudantes que procura estágio na área não consegue sequer receber um salário que arque com as despesas de sua própria faculdade. Como precisam estudar e trabalhar para sobreviver, a grande maioria não consegue concluir o curso ou acaba inadimplente, a despeito dos incentivos que o governo oferece.

Resumindo, ao passar oficialmente aos veículos a responsabilidade de selecionar os profissionais que exercerão a profissão de jornalista daqui prá frente, o Supremo pode ter gerado uma polêmica ainda maior. Talvez a não obrigatoriedade do diploma não seja a maior questão e sim a qualidade do ensino oferecido aos jovens universitários no Brasil, já que a medida defende que o diploma é um mero detalhe. Na minha opinião, o que forma um bom profissional não é somente o conteúdo oferecido pelas universidades e sim o esforço e a dedicação dos profissionais que desejam conquistar o mercado de trabalho e que nem sempre possuem recursos para cursar uma universidade.

Se o problema é a competência tá tudo certo. Tá assim ó de jornalista talentoso sem diploma. E com a polêmica, os meios de comunicação certamente cuidarão de avaliar seus critérios de seleção. Sabemos que estes farão a lição de casa, o problema é que enquanto a gente discute a medida, ainda meio tonto pelo efeito da fumaça, uma outra galera logo ali aproveita o burburinho para construir mais castelos, empregar mais parentes, tirar férias com a família ou encontrar formas cada vez mais criativas de gastar o nosso dinheiro, afinal de contas prá isso, não precisa de diploma nem de talento. E é lá, bem onde falta competência, que sobra cara de pau.