
Sou profissional da área de comunicação há seis anos e embora ainda não tenha concluído a faculdade, como não existe obrigatoriedade de diploma para o exercício da atividade publicitária, não encontrei restrições em nenhuma das três agencias em que trabalhei. Sou uma das pessoas que defende a idéia de que o exercício da atividade é infinitamente mais enriquecedor, mas exige muito mais esforço e dedicação do profissional que resolve enveredar por este caminho. O ideal seria que todos os jovens pudessem estudar e praticar as teorias que aprende, mas a grande verdade é que a maioria dos estudantes que procura estágio na área não consegue sequer receber um salário que arque com as despesas de sua própria faculdade. Como precisam estudar e trabalhar para sobreviver, a grande maioria não consegue concluir o curso ou acaba inadimplente, a despeito dos incentivos que o governo oferece.
Resumindo, ao passar oficialmente aos veículos a responsabilidade de selecionar os profissionais que exercerão a profissão de jornalista daqui prá frente, o Supremo pode ter gerado uma polêmica ainda maior. Talvez a não obrigatoriedade do diploma não seja a maior questão e sim a qualidade do ensino oferecido aos jovens universitários no Brasil, já que a medida defende que o diploma é um mero detalhe. Na minha opinião, o que forma um bom profissional não é somente o conteúdo oferecido pelas universidades e sim o esforço e a dedicação dos profissionais que desejam conquistar o mercado de trabalho e que nem sempre possuem recursos para cursar uma universidade.
Se o problema é a competência tá tudo certo. Tá assim ó de jornalista talentoso sem diploma. E com a polêmica, os meios de comunicação certamente cuidarão de avaliar seus critérios de seleção. Sabemos que estes farão a lição de casa, o problema é que enquanto a gente discute a medida, ainda meio tonto pelo efeito da fumaça, uma outra galera logo ali aproveita o burburinho para construir mais castelos, empregar mais parentes, tirar férias com a família ou encontrar formas cada vez mais criativas de gastar o nosso dinheiro, afinal de contas prá isso, não precisa de diploma nem de talento. E é lá, bem onde falta competência, que sobra cara de pau.
Nos mande por e-mail: bebendo.fumando@gmail.com

4 COMENTÁRIOS:
A cada dia, me surpreendo mais com os ministros do STF! Agora sei a origem da célebre frase: “Cabeça de juiz é como bolsa de mulher, nunca se sabe o que vai sair lá de dentro.”
Parabéns à Kienaste e à Cafeína pela coluna!!
Beijos!
...Acredito (ingenuamente?) q no futuro seres humano mais conscios verão c/ estranheza esse período entre os séculos XIX e XX (tal como se conta no calendário cristão) onde as elites dominantes mundiais adaptando as experiências Muçulmana e Hindu d ensino (sistema d Madrasas/Madraçal em português - http://en.wikipedia.org/wiki/Madrasah ), descobram q era mto mais eficiente o controle das populações via estultice escolada construída e concedida do q da natural e imprevisível ignorância iletrada.
Assim, no assunto Educação/Adestramento, pessoalmente partilho da opinião d gente como Paulo Freire (o falecido educador, não o deputado rs), John Taylor Gatto, entre outros; não vendo o mínimo sentido (p/os estudantes, embora o faça p/o sistema) q adultos, sejam obrigados a fim d exercer uma ocupação (primeiro para adentrar, depois para serem [mal] adestrados), desperdicem 3, 4, 5 anos d suas vidas e recursos nos bancos escolares d "ensino superior" para NÃO aprenderem na teoria fundamentos q qq pessoa saudável nos seus 11, 12 anos d idade aprenderia na prática em algumas semanas no máximo.
Olá estou visitando, parabéns pelo belissimo trabalho, excelente. Quem segue acompanhado de um amigo vai mais longe, muito além...
Compartilho o texto a seguir
“A amizade é assim:
É sentir o carinho,
É ouvir o chamado.
É saber o momento
de ficar calado.
Amizade é somar
alegrias, dividir tristeza.
É respeitar o espaço,
silenciar o segredo.
È a certeza
da mão estendida.
A cumplicidade que
não se explica,
Apenas vive!”
Olavio Roberto
Grato de coração por sua atenção e gentileza. Deixo votos de um fim de semana repleto de muitas alegrias, muitas bênçãos e que reine a paz, saúde e proteção, brilhe sempre! Fique com Deus. Encontrar-nos-emos sempre por aqui. Felicidades.
Valdemir Reis
Eu tenho evitado falar mto desse assunto, desde que galerê revoltada começa a me chamar de medíocre e pans. Digo, só precisava apresentar argumentos que me convencessem da obrigatoriedade do diploma ser realmente ESSENCIAL para o exercício do jornalismo.
Mas aí vieram me falar de desvalorização da profissão, e de baixos salários e tals.
Posso falar? Eu trabalho em banco. Não tenho nível superior. Aliás, até onde eu saiba, não existe um curso superior para bancário [administração ou ciências contábeis não conta, nem direito, já que conheço mto gerente de banco formado em turismo].
E nem por isso nosso salário ou nossa profissão é desvalorizada. Talvez a comparação não seja das melhores, justamente por não haver um curso específico.
Em compensação, não acredito [aí a autora do texto pode me esclarecer o fato] que o publicitário seja desvalorizado por não exigirem dele o diploma. Acredito ser o contrário, já que cada vez mais as ações de marketing têm se diferenciado do puro "vender produto" de antigamente.
Sei lá. Já falei demais desse assunto. Vamos passar pra outra revolução de sofá? :)
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