21 de junho de 2009

Sexo Pago

E ela me disse que estava cansada da rotina. Assim, numa mesa de bar, em alto e bom som, dizia que não aguentava mais essa vida em que todos davam mais valor às outras do que à ela. Cansou. Disse pra mim que precisava mudar, não sabia ainda como, mas ia pesquisar por aí. Tentou amigos, tentou amores, e nada mudava o sentimento de insatisfação que a invadia de forma intrusa todos os dias. Camila não se aguentou.

Certo dia, entrou em algum bate papo informal na internet quando viu logo nos primeiros minutos um nick deveras interessante. "Sexopor$" era o nome. Em conversa privada logo foi avisada que era uma mulher. Uma mulher que ganhava a vida fazendo sexo em troca de alguns trocados. Talvez este era o fetiche de Camila. Como seria ser desejada como profissional e ainda assim ganhar uns trocados com isso?

Camila não fazia idéia como seria, afinal até hoje só havia tido relacionamentos amorosos sérios e pouco empolgantes. Decidiu aderir o mesmo codinome. Seria a "private dancer, a dancer for money", somente por um dia. Daria certo isso? O medo do desconhecido invadia sua alma. Como receber alguém em sua casa sem saber quem? Como conversar com alguém que lhe paga por sexo, algo que qualquer mulher por aí está fazendo gratuitamente. Ela sabia disso. Nunca teve muitos pretendentes, imagina se cobrasse?

Em poucos minutos Camila havia recebido 5 chamadas. Muito mais do que recebera há dias. Definitivamente os homens tinham o mesmo fetiche que ela, sexo pago. E assim se fez. Dia seguinte um tal de Carlos, foto bacana, orkut casado, msn trocado, anotava o endereço de Camila para o programa. Não faço anal. Oral e sexo com camisinha. Essa era a exigência dela. Cem reais a hora era o preço. Deixar documento na portaria era o pedido. E assim Camila tentava se precaver do primeiro programa.

Fetiche realizado. Ela pedia que ele lhe mostrasse o dinheiro durante a transa. E isso fez daquela noite de meretriz o melhor sexo da vida dela. Camila pegou gosto. Ela, que nunca tinha sexo com homens sérios anteriormente, hoje tinha quatro programas marcados para a semana. Não era pelo dinheiro. Não mesmo, Camila não precisava disso. Era pelo fetiche. Pelo desejo. Todos repetiam que ela era ótima e absoluta, uma verdadeira profissional na cama, coisa que nenhum ex namorado oneroso fazia. Todos a desejavam.

Camila passou alguns meses nesta vida. Contou para alguns que não era uma profissional, fazia somente pelo fetiche. E pelo sexo, que não tinha antes de cobrar. Gastou todo o seu dinheiro ganho com suas contas e amenidades. Ela não precisava daquilo pra viver, tinha emprego, vida ganha. Ela só precisava se sentir desejada.

Hoje, Camila não faz essa 'brincadeira' há mais de 1 ano. E não consegue sexo há seis meses. Os homens não querem come-la de graça. Ela me disse, ainda hoje, que não sabe mais o que fazer para encontrar alguém que a ame de graça.

9 comentários:

  1. Antes da aventura o vazio, depois da aventura... o vazio. Na verdade o fetiche não supriu a necessidade do amor, de cumplicidade.

    Para sermos felizes, temos de encontrar resposta para as grandes questões da vida. Entre as questões que nos afetam em qualquer tempo e lugar, que apelam ao nosso coração, que é onde se desenvolve a trama mais importante da nossa história, está, inquestionavelmente, a sexualidade.

    Se uma pessoa não adquirir o domínio necessário sobre a sua sexualidade, vive com um tirano dentro de si.

    Espero que Camila tenha entendido seus anseios e que afinal de contas, tenha valido a pena a experiência.

    E no final do texto eu pensei: Isto é muito triste.

    Acho que me empolguei rsrsrsrs
    É porque gostei.

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  2. Amo ,admiro , desejo , sonho e queria muito ser responsável pelo sorriso de uma mulher , mas desisti delas já há algum tempo! Infelizmente tenho preferido os cômodos do meu ap como companhia.

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  3. Entendo perfeitamente Camila, se eu fosse fazer o mesmo, certeza que ficaria rica.
    Mas nem é meu fetiche, então... fodeo.

    Beijundas ^^

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  4. É porque quando é de graça, a Camila fica mais exigente.

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  5. Eu ia comentar qquer coisa sobre a história, mas o comment do Andarilho me fez pensar.

    Entao cobrando a exigência é menor? e a rotatividade é maior??

    /reflita

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  6. Ah Camila,
    Seis meses e nada? Ela deveria começar a pagar então.Se quiser eu mando meu fone por depoimento.


    Beijão do amigão

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  7. Acho que quando fazia sexo remunerado, digamos assim, a Camila vestia a pele de uma personagem e se sentia a vontade com isso pois se eximia da responsabilidade, ou culpa, ou qualquer outro sentimento que o sexo na vida real pode lhe causar verdadeiramente.
    Talvez seja o caso de refletir sobre o significado do sexo para a verdadeira Camila e pensar sobre o que de fato faz com ela não se sinta realizada.
    Ou talvez seja mais simples. Pode ser que a Camila tenha vocação para ser uma profissional do sexo. Afinal de contas, ela não se sentiu bem? satisfeita? realizada com isso?
    É para pensar!!!
    bjo meninas!

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  8. to quase fazendo o mesmo que camila,talvez sentise,uma emoção gostosa,vantade de tranzar,pois tou cansada do meu casamento,12 anos,ja tive casos,foram otimos so que os homens não sabem esconde de suas esposas e vira uma confusão,pois meu marido nunca soube,ela devia continua.

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