A Chave - Queimando
Postado por Cafeína
dia 04 Julho, 2009
Sábado de inverno e cá estamos juntos na coluna A Chave, eu aqui do meu velho e querido banco, vocês aí em todo o Brasil, por que? A praça é nos..... Ops, não não... rs. O texto de hoje é do nosso querido amigo e parceiro Ivan, do blog O Conde I, sempre beirando a poesia e a textos bem escritos que nos fazem sentir o que realmente tenta nos passar. Obrigada Ivan! Grande beijo!
Sempre tive algo pelo fogo, uma paixāo, tesāo pelo calor das chamas, pelas formas aformais e pelo balanço e rebolado das chamas. Sempre tive, desde criança. O fogo me fascina pelo que faz com as coisas. Ele destrói sem arrancar pedaços. Queima sem discernimento de certo ou errado, de bom ou mal, de santo, ateu ou pagāo.
Sempre tive atraçāo pelo fogo, mas nunca cheguei muito perto. Timidêz, acho eu. Desconfiança de que ele nāo me fizesse feliz o suficiente, de que ele nāo tivesse papo, peitos, boceta ou bunda e acabasse por queimar aos poucos, o que é ainda pior, a minha paixāo.
Sempre fui louco para dar atençāo ao fogo, apesar de tudo. Gosto de olhar para ele, mas ele se mexe, se move, se muda como se eu nāo existisse. As vezes acho que ele se transforma só porque quer que eu perceba. Outras acho que ele nāo existe, que é fruto de algo dentro de mim, que é a minha imagem no espelho ou o êxtase do som de um raio, o trovāo. Um delírio orgásmico, espasmático, profundo e intenso. Outras, ainda, acho que o fogo nāo existe, que quem existe, na verdade, sou eu. De vez em quando acredito em algo do tipo "amor", mas amor nāo queima, despedaça. Quem corrói e leva às cinzas é a paixāo, é o bar... sou eu.
Queimando
Sempre tive algo pelo fogo, uma paixāo, tesāo pelo calor das chamas, pelas formas aformais e pelo balanço e rebolado das chamas. Sempre tive, desde criança. O fogo me fascina pelo que faz com as coisas. Ele destrói sem arrancar pedaços. Queima sem discernimento de certo ou errado, de bom ou mal, de santo, ateu ou pagāo.
Sempre tive atraçāo pelo fogo, mas nunca cheguei muito perto. Timidêz, acho eu. Desconfiança de que ele nāo me fizesse feliz o suficiente, de que ele nāo tivesse papo, peitos, boceta ou bunda e acabasse por queimar aos poucos, o que é ainda pior, a minha paixāo.
Sempre fui louco para dar atençāo ao fogo, apesar de tudo. Gosto de olhar para ele, mas ele se mexe, se move, se muda como se eu nāo existisse. As vezes acho que ele se transforma só porque quer que eu perceba. Outras acho que ele nāo existe, que é fruto de algo dentro de mim, que é a minha imagem no espelho ou o êxtase do som de um raio, o trovāo. Um delírio orgásmico, espasmático, profundo e intenso. Outras, ainda, acho que o fogo nāo existe, que quem existe, na verdade, sou eu. De vez em quando acredito em algo do tipo "amor", mas amor nāo queima, despedaça. Quem corrói e leva às cinzas é a paixāo, é o bar... sou eu.
























04/07/2009 11:00:00
Se tiver muito queimado, joga uma água que resolve.
04/07/2009 17:57:00
Li de uma vez só, quase sem respirar... e perdi o fôlego!
Gostei porque é um texto diferente, original e intenso, assim como o próprio fogo!
Beijo!
05/07/2009 02:42:00
Eu sempre tive medo do fogo, nem por aquela velha máxima que criança que brinca com fogo faz xixi na cama.
Mas é que eu sempre tive muito medo das coisas que me fascinam e me prendem, parece que, sei lá, vou acabar virando uma escrava daquilo. Mas eu gostava de olhar pro fogo. Gosto de observá-lo de longe.
Sem me atrever a tentar tocá-lo.