11 de fevereiro de 2010

Carnaval Budista: Retiro espiritual cansa mais que Axé.

"Carnaval, futebol... não mata, não engorda e não faz mal..."(augh)

Estava conversando com uma senhora hoje no supermercado (na fila da carne moída, veja só que ironia) e ela veio me entregar um cartão-convite para passar o carnaval num templo Budista.  

"Ah Cafeína mas assim? Do nada? Ela chegou e convidou? Sem te conhecer?". Se você, amigo leitor, já leu outras histórias minhas, sabe que essa coisa de me abordarem do nada no meio dos lugares já é uma situação recorrente. Parece que tenho algum cartaz piscando em neon na minha testa "quero te ouvir". Sou a antissocial mais sociável que eu mesma conheço. 

Enfim, essa senhora, menos conhecida como Magda, disse que para quem não curte carnaval, meditar em paz os 4 dias seria um grande presente para minha alma. Confesso que me interesso pelo Budismo. Assim como me interesso por quase tudo... Mas não a ponto de passar dias meditando. Assim como quase tudo... rs

Pois bem, já em casa e com a carne pronta, resolvi pesquisar "qualéra" a do Carnaval Budista. E vejam só a matéria da revista Época sobre (os grifos em vermelhos são meus):


A rotina é rígida, sem surpresas. Acorda-se às 6h com batidas de madeiras nas paredes. Depois de uma sessão de meditação, o café da manhã (assim como todas as refeições) é servido em um prédio ao lado do templo aberto à visitação do público. Às 7h30, às 11h30 e às 18h30, servem-se pratos vegetarianos, num menu heterogêneo que vai de hambúrguer de soja e legumes empanados a feijoada de tofu. A comida é bem preparada, mas o final das refeições reserva uma tarefa ingrata. Uma tigela é preenchida com água quente, para não deixar nenhuma migalha no prato. Os restos da refeição, então, viram ingredientes de uma sopa instantânea, que deve ser tomada ao final do “preparo”. Não é obrigatório, mas recomendável – os budistas não toleram qualquer tipo de desperdício.

Durante as sessões, os praticantes meditam de três modos: sentados, na tradicional posição de lótus, circulando rapidamente pela sala em fila indiana e pé ante pé. Nesta, seu pé só sai do chão depois do outro tocar o solo novamente, num lento e por vezes doloroso processo de introspecção. Para tornar a prática mais convidativa, também são realizadas sessões ao ar livre, ao som dos pássaros que voam entre as árvores.

Entre as sessões de meditação, os participantes cumprem tarefas monásticas, limpando o prédio em silêncio. À tarde, assistem a uma palestra sobre a doutrina budista. A agenda fecha à noite, com a “sessão de prostração ao Buda”: todos se dispõem em frente à estátua e são incentivados a rezar, pedir e agradecer aos deuses, santos e entidades em que acreditam. Vale até pedir ajuda a Santo Expedito para diminuir as dores causadas.

Ao contrário do que parece, o esforço físico do retiro é extenuante. É preciso ficar com as costas eretas e com as pernas cruzadas – de preferência durante todas as sessões de meditação. O que parece um convite zen para preguiçosos pode se revelar uma empreitada mais cansativa do que vestir o abadá e correr atrás do bloco.

Ao final dos três dias, mais do que dores nas costas, todos relatavam experiências fantásticas de introspecção e contato com níveis de consciência desconhecidos. A maioria, segundo os monges, eram estágios iniciais. Há também módulos mais avançados e de maior duração. E o nirvana está ao alcance até dos agnósticos: quem não quer associar meditação com religião pode procurar um dos cursos ministrados por discípulos de Yogi Maharishi, famoso ex-guru dos Beatles.

Fiquei exausta só de ler... imagina ir meditar pra comer tofu e fazer faxina no Templo alheio (mal faço no meu rs). Enfim, carnaval é realmente uma época cansativa não?

3 comentários:

  1. Bem, eu acho que eu já não reclamo mais se a vizinhança resolver tumultuar, ouvindo axé nas alturas... Deve ser menos estressante que o retiro budista...

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  2. Eu achei ótimo, pois gosto de exercitar valores espirituais.

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