Desde criança lembro do cheiro do café no coador da cozinha.
Minha mãe fazia um café que nunca consegui fazer igual. Nunca mais consegui sentir aquele cheiro da minha infância. O cheiro do café em casa funcionava como relógio e aviso: são 15h Adriana, sua vizinha irá ligar nos próximos 5 minutos e sua mãe a convidará para tomar um café que acabara de passar. Bastava pestanejar e lá estava o telefone tocando. Três da tarde, hora do café. E até hoje, apesar de passar tempos corridos com Universidade, provas e trabalhos que foram salvos por minutos no cafezinho, penso neste cheiro e nessa hora como um ritual. Mesmo morando sozinha, não abro mão de passar o cafezinho e tentar eternamente recuperar aquele cheiro de aconchego das 15h. Lentamente passo meu café, sento no meu sofá e aguardo meu telefone tocar, nem que seja em pensamento.
Texto meu publicado na Revista Espresso

Meio triste isso, essa nostalgia toda.
ResponderExcluirÉ tem certos momentos que marcam e não dá para esquecer. No entanto não adianta tentar voltar para eles, por que a sensação que vem e que virá é sempre de que falta alguma coisa.
ResponderExcluirEu não gosto muito de café; na verdade, café demais me dá dor de cabeça. Na minha casa nunca teve esse cheiro de café passado no saquinho, tudo como manda o figurino do bom café, dizem os amantes.
ResponderExcluirMas há outras recordações tão boas quanto e igualmente inesquecíveis.
beijos =*
Eu não gosto muito de café; na verdade, café demais me dá dor de cabeça. Na minha casa nunca teve esse cheiro de café passado no saquinho, tudo como manda o figurino do bom café, dizem os amantes.
ResponderExcluirMas há outras recordações tão boas quanto e igualmente inesquecíveis.
beijos =*