7 de abril de 2010

Minha Fama de Mau - Erasmo Carlos

No final do ano avisei a quem pudesse interessar que gosto de ganhar livros. E numa lista deles, estava o "Minha  Fama de Mau" do Erasmo Carlos. Sempre tive curiosidade de saber o que realmente rolava nos tempos da Jovem Guarda. Meu pai é dessa época e as vezes escapa que gostava bastante do 'movimento'. Minha mãe, mais alternativa, sempre vendeu a Jovem Guarda como 'uns bobinhos engraçadinhos que virou febre'. Mas o que todos comentavam é que Erasmo era a exceção. Erasmo não era bobinho nem engraçadinho. Ela era mais rock n´roll e muitos não curtiam lá essa diferença. Erasmo era mau. E o livro vem a ajudar na conclusão mais bacana de todas: Erasmo pode ter que manter aquela fama de mau, mas de mau ele não tinha e nem tem nada. Sem excessões, todos citam Erasmo como um cara bacana pacas. Ele é o segredo do reinado de Roberto. Ele verdadeiramente venera Roberto Carlos. Não há uma linha que nos faça entender o contrário. Ele cresceu com Tim Maia e aguentava o cara nos momentos ruins. Ele morou com Jorge Ben e respeitava a batida.  Ele  encontrou com o João Gordo nos áureos tempos do Madame Satã e conseguiu dobrar o cara. Ele teve um único grande amor na vida que resolveu tirar a vida e deixá-lo por aí. E até hoje ele a descreve com a maior ternura. 



No livro, ele conta histórias bem engraçadas das putarias e diversões com famosos, do show no Rock inRio, dos bastidores dos progranas, de como nascem suas composições, suas viagens com a familia, com o Roberto, sua infância complicada e até dos desentendimentos. É escrito por ele como um diário de boas histórias, leve e descontraído. E ainda tem fotos bem bacanas ilustrando as passagens. Nesta entrevista com texto e audio do Correio Braziliense, Erasmo conta um pouco sobre o livro e suas histórias. Abaixo um trecho de um dia com o Tim Maia:
Neste dia, Tim cismou com uma teoria antiga de sua autoria. Segundo ele, era permitido a qualquer um percorrer grandes distâncias sem sair do lugar:
- É só ficar pulando que a Terra vai passando - explicou, com ar de Einstein.
- Como assim? - perguntei.
- A cada pulo que você dá, a Terra anda um pouquinho. É o movimento de rotação dela. Se você der uma porrada de pulos, vai percorrer uma distância mínima - respondeu ele.
Argumentei que ele estava senil e, pela sua tese fajuta, uma pessoa levaria uma vida inteira para andar 10 centímetros! Sim, não, quem sabe, talvez, como, e não chegamos a nenhum acordo. Fomos para praia e ficamos até o dia amanhacer testando a teoria. Quem passava por ali via dois idiotas pulando feito crianças sem sair do lugar e bebendo uísque pelo gargalo. Não conseguimos provar nada. Apenas que seria bom, muito bom, se às vezes o mundo parasse.

9 comentários:

  1. Gostei da teoria, apesar de furada. Aliás, eu tive essa mesma teoria com uns 10 anos, mais ou menos.

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  2. Ok ok ok okaaaay
    Vou ir correndo na livraria e aproveito pra ver se no livro tem também aquele caso com a Roberta Close ...Eu aumento mas não invento kuaskuaskuaskkkk

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  3. arrumado Adrina, obrigada ; - )

    (o que seria de mim sem meus revisores? rs)

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  4. Olha, depois fiquei até preocupada porque meu comentário ficou arrogante, mas cliquei em enviar meio que no automático, antes de pensar no resultado da frase. Então, desculpa se pareceu isso, ok? Não foi minha intenção. Eu sempre lembro da grafia correta porque tinha um professor na faculdade que falava sempre que "exceção não tem 's' mas estudante de direito é tão burro que põe logo uns 8". Beijos!

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  5. hehe relaxa Adrina, foi mancada minha mesmo e quando acontece gosto que me avisem sim ! As pessoas que não gostam de ser corrigidas geralmente são as que mais precisam. Obrigada e beijo!

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  6. Eu adoro o Erasmo. Ainda não li esse livro, mas já tá na listinha dos 'a ler'.
    A verdade é bem essa que você disse, mas nem todo mundo sabe que o Roberto não seria nada sem o Erasmo, e nem todo mundo sabe também que Rei mesmo era o Tim - o que, obviamente, não me faz gostar menos do Robertão.

    beijinhos, querida café

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  7. Eu não curto muito essa estória de ser "fã", mas, quando se trata de Erasmo Carlos, eu tenho que "tirar o chapéu"! Sou "fanzoca" de carteirinha desse cara! Quando eu me entendi por gente, esse cara já fazia parte da minha vida, e se hoje eu amo cantar e amo o rock brasileiro, esse cara foi o primeiro a me incentivar. Erasmo: te adoro!

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