7 de julho de 2010

Resiliência é hereditária, diz estudo

"Capacidade do indivíduo lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas - choque, estresse, etc. - sem entrar em surto psicológico. No entanto, Job (2003) que estudou a resiliência em organizações argumenta que a resiliência se trata de uma tomada de decisão quando alguém se depara com um contexto de tomada de decisão entre a tensão do ambiente e a vontade de vencer." (Wikipédia)

Grandes vencedores – como o ciclista Lance Armstrong, que se recuperou de um câncer de testículo e venceu o circuito da França sete vezes – são naturalmente resistentes do ponto de vista psíquico. A resiliência (ou habilidade para se recompor psicologicamente) tem chamado muito a atenção de neurocientistas e psicólogos nos últimos anos. A novidade agora é que essa capacidade necessária para lutar contra uma doença grave, se recuperar de uma desilusão amorosa, vencer nos esportes, ser aprovado no vestibular ou em uma entrevista de emprego pode, em grande parte, pode ser herdada. É o que sugere um estudo desenvolvido pelo pesquisador Tony Vernon, da Universidade de Western Ontário, no Canadá, que trabalhou com 219 pares de gêmeos. Ele pediu aos voluntários que preenchessem um questionário para que pudesse investigar as contribuições genéticas e ambientais de quatro fatores associados a resistência mental: controle sobre a própria vida, comprometimento; confiança; e disposição para encarar novos desafios. Os estudiosos descobriram que 52% da variável resistência mental é hereditária e também pode estar relacionada à extroversão. “Essas pessoas são mais resistentes, não se deixam abater diante de adversidades e frustrações”, diz o pesquisador Peter Clough, da Universidade de Hull, no Reino Unido, que desenvolveu o questionário. Especialistas ressaltam, porém, que não se trata de simplesmente negar o sofrimento e a decepção, emendando um relacionamento amoroso em outro, por exemplo, sem viver o luto da separação – pois isso pode trazer outros problemas como repetição de padrões destrutivos e aparecimento de sintomas físicos. Pessoas resilientes entram em contato com a frustração, mas não permanecem na bipolaridade do “tudo ou nada”, mas buscam reparações e caminhos, sem perder o contato com a experiência, embora às vezes ela seja desagradável. Ou seja: aceitam o aprendizado e a limitação, mas não se prendem à limitação, procuram possibilidades. Pesquisadores acreditam que compreender melhor essa característica mais presente em uns que em outros pode ajudar as pessoas de forma geral a lidar melhor com o sofrimento.


E que assim seja... pelo menos pra mim. 

3 comentários:

  1. Eu tomei um gole aqui, e achei interessante esta pesquisa, bom, nunca emendei um relacionamento no outro, penso em como viver outro relacionamento com uma ferida no corpo sempre curei a dor de corno primeiro pra depois tentar viver algo de novo! Mas em outros quesitos sempre me dei bem, com essa resilência.

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  2. Eu sempre desconfiei que ser feliz é uma questão de bons genes! Pra mim é uma arte que exercito a cada dia, e preciso me vigiar muito pra não cair no buraco. Sofro de depressão e tomo antidepressivos há 7 anos, minha mãe era muito depressiva, herança genética...

    Vejo pessoas que são felizes com a maior facilidade e fico pensando: como pode! E continuo achando que ser feliz é uma arte...que ainda estou aprendendo.

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  3. De acordo com seu comentário a pesquisa disse que pode ser hereditário e não diz que ela é hereditário. Ou seja se ela fosse hereditário quem nasceu para ser feliz vai ser feliz mas quem nasceu para ser infeliz vai ser infeliz? Onde estaria a capacidade de superação que tanto prega a resiliência? Ela pode ser adquirida, cultivada ensinada e aprendida, basta a pessoa querer.

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